quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Energia eólica: deputado Heinze cobra marco regulatório para o setor

Brasília, 2 de dezembro de 2008 - Em reunião nesta terça-feira (2), com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Mácio Zimmermann, o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) cobrou a criação de um marco regulatório para o setor de produção de energia eólica no Brasil. Otimista com a informação de que o governo federal vai realizar no começo de 2009 o primeiro leilão especifico da energia renovável, o parlamentar ressaltou que a falta de uma regulação faz com que o país perca a oportunidade de expandir essa matriz energética.
"Temos um grande potencial para gerar energia a partir da força do vento. Hoje, o segmento eólico representa apenas 0,3% das fontes energéticas do país. Sem um marco regulatório deixamos de atrair investidores e fabricantes de turbinas", expõe.
Quanto ao leilão do próximo ano, que deve ter o edital publicado ainda neste mês, o parlamentar gaúcho destaca a importância para o Rio Grande do Sul. "A maioria dos 27 empreendimentos de energia eólica existentes no estado poderão disputar o pregão público. Alguns, que estão com suas licenças prévias vencidas ou foram indeferidas pelo órgão ambiental, devem regularizar sua situação para se habilitarem", enfatiza.
Enquanto não se sabe volume e o preço da energia a ser leiloada, o deputado defende que o governo compre pelo menos 1.000 MW. "A iniciativa governamental pode beneficiar muito o estado gaúcho, principalmente o litoral e a Região Sul que possuem condições favoráveis de vento. Para isso é importante a aquisição de uma quantidade considerável de energia", argumenta.
DEMANDA - A demanda por energia eólica no mundo tem crescido perto de 25% nos últimos dois anos. Atualmente, a capacidade global eólica instalada é de 74,2 GW, o que equivale a pouco mais de cinco usinas hidrelétricas de Itaipu, de 14.000 MW.
(Informações:
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