Brasília, 09/03/09 - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento não apresentou nenhuma solução imediata para a crise vivida pela suinocultura de Santa Catarina. Após encontro promovido na quarta-feira (4/3) pelo ministro Reinhold Stephanes, em Brasília, os membros da Frente Parlamentar da Agropecuária saíram frustrados com a falta de perspectivas para o setor. "Esperávamos que o governo anunciasse a abertura de uma linha de financiamento para os criadores de suínos enfrentarem a queda nos preços, mas isso não ocorreu ainda porque depende de uma decisão dos bancos", lamentou o deputado Valdir Colatto (PMDB/SC). O deputado afirmou, no entanto, que o ministério tentará definir um preço mínimo para a comercialização da carne suína, que ficaria em R$ 1,80. Atualmente o quilo do suíno tem sido vendido por R$ 1,60. A aprovação depende do Conselho Monetário Nacional. A viagem à Rússia, que poderia resultar na reabertura do comércio entre os dois países, não resultou em novidades. “A Rússia anuncia que virá para fazer análises das plantas e fazer auditorias nos frigoríficos, mas não tem nenhum plano para adquirir nossos estoques”, argumentou. Embora a suinocultura enfrente uma grave crise, o governo vem negociando com novos compradores como África do Sul, Japão, Canadá e Bielurrussia e anunciou a reabilitação de plantas suspensas e habilitação de novas plantas de Santa Catarina para a Rússia. Para recuperar o setor, o ministério da Agricultura estuda aumentar os limites de comercialização para R$ 20 milhões em mercadorias para cada empresa. Em 19 de fevereiro, a resolução 3.687, do Banco Central, autorizou a elevação dos limites de crédito de R$ 36 mil para R$ 60 mil ao tomador. O limite individual atual de R$ 200 mil passou a R$ 300 com a criação da Linha de Retenção de Matizes.
O setor reivindica prorrogação das dívidas, liberação de recursos para compra de insumos, abertura de novos mercados e alterações na legislação ambiental. Outra demanda dos suinocultores é o fortalecimento das cooperativas com ampliação dos recursos do Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária), de R$ 700 milhões para R$ 1,7 bilhão, ampliação do limite para capital de giro, de R$ 10 milhões para R$ 20 milhões e elevação do limite de crédito por cooperativa, de R$ 35 milhões para R$ 50 milhões. Também participaram do encontro os deputados Moacir Micheletto (PMDB/PR), coordenador Político da FPA, e Odacir Zonta (PP/SC).
Fonte: Assessoria de Imprensa - Deputado Valdir Colatto O setor reivindica prorrogação das dívidas, liberação de recursos para compra de insumos, abertura de novos mercados e alterações na legislação ambiental. Outra demanda dos suinocultores é o fortalecimento das cooperativas com ampliação dos recursos do Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária), de R$ 700 milhões para R$ 1,7 bilhão, ampliação do limite para capital de giro, de R$ 10 milhões para R$ 20 milhões e elevação do limite de crédito por cooperativa, de R$ 35 milhões para R$ 50 milhões. Também participaram do encontro os deputados Moacir Micheletto (PMDB/PR), coordenador Político da FPA, e Odacir Zonta (PP/SC).
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