segunda-feira, 22 de março de 2010

Setor arrozeiro faz protesto no RS

Brasília, 22/03/2010 - No sábado de manhã, 20 de março, o município gaúcho de Cachoeira do Sul serviu de cenário para mobilização dos arrozeiros que tiveram prejuízos em suas lavouras devido ao excesso de chuva ocorrido de outubro de 2009 a janeiro de 2010. O deputado federal Afonso Hamm (PP-RS), membro da Comissáo de Agricultura da Câmara dos Deputados, esteve no protesto que reuniu mais de mil produtores, às margens da BR 153, em Cachoeira do Sul – capital nacional do arroz. O ato foi organizado pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), em conjunto com a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag).
Distribuição de panfletos, demonstração de faixas, discursos das autoridades e manifestos dos produtores fizeram parte do protesto, desde as 8h de sábado até o início da tarde. Hamm comenta que o evento teve por objetivo sensibilizar o governo federal para o atendimento dos pedidos arrozeiros que perderam, em alguns casos, toda a safra e sua estrutura de produção.
Durante o protesto, foi agendada mais uma audiência do setor orizícola em Brasília para tratar do assunto. Desta vez, será com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, com agenda pré-definida para 30 de março.
Carta de Cachoeira
O evento encerrou com a elaboração da “Carta de Cachoeira”. O documento traz as reivindicações dos produtores ao governo federal com o propósito de amenizar os problemas ocasionados pelas enchentes. Outro pedido é para a garantia de melhores preços do grão.
Em todo o Rio Grande do Sul, mais de mil produtores perderam a produção. O Instituto Rio Grandense do Arroz estima uma queda na safra de aproximadamente um milhão de toneladas em relação a 2008, quando a colheita chegou a oito milhões de toneladas. O prejuízo deve chegar a R$ 600 milhões, e as perdas são maiores na Depressão Central e a Fronteira Oeste.
Conforme o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz), Renato Rocha, os produtores querem auxílio de R$ 250 milhões. Desses, R$ 175 milhões de crédito emergencial e R$ 75 milhões para rebate de custeio, da safra passada, investimentos e reconstrução da infraestrutura das propriedades, no valor aproximado de R$ 30 milhões.
Afonso Hamm destacou que em recente reunião com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, ouvi a garantia da publicação da Instrução Normativa complementar alterando três pontos em relação ao novo padrão de classificação do cereal.
Em relação aos novos pedidos do setor para amenizar os prejuízos gerados pelo excesso de chuva, Hamm observou sobre a necessidade imediata de o governo federal atender aos pedidos desse importante setor para a economia brasileira e que tem importante participação no alimento diário dos brasileiros. “Estamos mobilizados para pressionar o governo para garantir os pleitos dos arrozeiros”, conclui.

Mais Informações – Gabinete do Deputado AFONSO HAMM
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- Assessora de Imprensa e Chefe de Gabinete – Márcia Godinho Marinho – MTB 10.868 - (61) 99099010 –imprensamarciamarinho@gmail.com;
- Jornalista Ana Carolina Costa - MTb 12.702 – (51) 33924609
Foto: Giuliano Fernandes Jornal do Povo

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