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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

COMISSÃO APROVA FUNDO DE CATÁSTROFE

É um marco histórico para o agronegócio brasileiro, diz Micheletto
Os membros da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Capadr) da Câmara Federal aprovaram hoje (4/11), por unanimidade, o relatório do deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR) sobre o Fundo de Catástrofe ou Fundo Garantidor de Renda do agronegócio brasileiro, originário do Poder Executivo sob o número 374/2008. “Para a constituição desse fundo, ficou acertado que o governo federal vai destinar R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões imediatamente e mais R$ 2 bilhões nos três anos subsequentes”. A esses recursos do Tesouro vão se somar ainda as contribuições dos demais cotistas – seguradoras, resseguradoras e empresas agroindustriais que desejarem associar-se ao Fundo.
“Estou convicto que o presidente Lula sancione o Fundo este ano para que possa valer já na safra 2010/2011. Recebi um telefonema da Casa Civil interessada no andamento do projeto que ainda nesta quarta-feira vai ao Plenário da Câmara e, em seguida, ao do Senado, onde deve ser votado sem problemas, porque já existe um acordo nesse sentido entre as lideranças partidárias”, explicou o deputado. Ele informou que talvez um ou outro parlamentar possa levantar algumas questões, mas não acredita que haja dificuldades na sua aprovação este mês, “afinal o projeto foi ampla e exaustivamente discutido com as lideranças rurais e as suas entidades por cerca de um ano e meio, portanto, não há mais o que questionar”, explicou Micheletto.
O deputado ressaltou que as contribuições ao prêmio do seguro, pagas pelos produtores rurais, os recursos serão reforçados automaticamente e assim em dez anos o fundo terá condições de se tornar autossuficiente, sem mais a necessidade de recorrer a do dinheiro do Tesouro Nacional. “Acredito, sim, no sucesso desse novo mecanismo de política agrícola e de sustentação de renda do agricultor, pois se baseia naquilo que eu chamo de o princípio da santíssima trindade, que na verdade constitui num tripé: produtor rural, seguradoras e resseguradoras e o governo federal”. A seu ver, o Fundo de Catástrofe será o maior instrumento de política agrícola que o País poderá ter.
Segundo o deputado, no decorrer do tempo o valor do prêmio vai se reduzindo por isso aconselho o produtor fazer o seguro de sua renda ao tempo em que contrata os financiamentos para o custeio do plantio junto aos agentes financeiros que operam com o crédito rural. O sentido do fundo é garantir a renda do agricultor. Assim, se um produtor esperava colher em sua lavoura de trigo, milho, feijão ou outro produto cerca de 400 sacas, mas uma praga, doença ou qualquer fenômeno climático provocou uma quebra de 200 sacas, o agricultor vai receber da seguradora um valor correspondente às 400 sacas que ele esperava colher e comercializar. Os governos estaduais têm demonstrado interesse nesse Fundo principalmente nos produtos da cesta básica.
Micheletto explicou que ao construir um seguro rural que combine Zoneamento Agroclimático, Programa de Subvenção do Prêmio, Fundo e Núcleo de Estudos, “moveu-nos a preocupação de dotar o país de um seguro que fosse, acima de tudo, eficiente”. Para o deputado, este seguro não poderá, de forma alguma, aumentar o risco agrícola; ao contrário, deverá contribuir para a redução daquele risco. “No frigir dos ovos, essa é a condição para a sua estabilidade financeira e viabilidade do seguro rural a longo prazo. Assim, o desenvolvimento do seguro rural é um projeto de médio e longo prazos, não um passe de mágica, hoje ambicioso, falido amanhã”.
“O meu relatório foi redigido em estreita colaboração com a Casa Civil, o Ministério da Agricultura, do Planejamento, da Fazenda, das entidades dos produtores, das sociedades seguradoras e resseguradoras e da Susep. Cada dispositivo foi objeto de negociações intensas durante um ano e meio e graças a esse processo ele é o produto de um acordo, o melhor possível, entre governo e mercado segurador, em benefício do desenvolvimento do seguro rural no Brasil”, ressaltou. Ele disse que se bem administrado o Fundo será financeiramente viável, pois não haverá espaços para aventureiros.
O que é - O Fundo de Catástrofe passa a vigorar na safra 2010/2011 e seu objetivo é garantir as operações do seguro rural em casos de prejuízos dos agricultores em decorrência de eventos climáticos (estiagens, geadas, enchentes), doenças e pragas. Este novo mecanismo de renda do produtor vai beneficiar também os segmentos florestal, pecuário e aqüícola (pesca cultivada). O Fundo vem completar a estrutura sobre a qual se assenta o seguro rural, cujos demais pilares são o Zoneamento Agroecológico, o Programa de Subvenção Econômica ao Prêmio do Seguro Rural e o Núcleo de Estudos do Seguro Rural, este destinado a avaliações anuais visando corrigir seu rumo de acordo com a realidade do campo.
Assessoria de Imprensa – Deputado Moacir Micheletto
Tito Matos
Carla Carvalho
(61)3215-5478

“POLÍTICA CAMBIAL E LEGISLAÇÃO AMBIENTAL PREOCUPA PRODUTORES”


Brasília 4.10.2009 - “A política cambial brasileira está inviabilizando a agricultura e a indústria nacional. Temos que buscar soluções na questão cambial, criar uma comissão especial para tratar do assunto. A política cambial está causando preocupações enormes para esta safra e para a safra do ano que vem. Estamos perdendo a competição da venda dos nossos produtos no agronegócio internacional e isso é muito preocupante”, disse o deputado Valdir Colatto (PMBD/SC), na manhã desta quarta-feira (4/10), durante a reunião da Comissão de Agricultura, da Câmara dos Deputados, em Brasília.
Colatto levantou, ainda, uma outra preocupação que os produtores têm tido quanto à questão ambiental e pediu pressa nas discussões. “A legislação ambiental precisa ser discutida logo, com bases técnicas e científicas. É preciso descentralizar o poder do Ibama e agilizar as licenças ambientais que estão atrasando os trabalhos do setor produtivo brasileiro. Temos que tratar a legislação ambiental com muita seriedade para amanhã não sermos surpreendidos por questões sem fundamento. A comissão especial está trabalhando muito forte para trazer as pessoas para essa discussão, que não tem conseguido avançar por motivos ideológicos,” ressaltou Colatto.
Na reunião, foi aprovado o requerimento do deputado federal Moacir Micheletto (PMDB/PR) que cria o Fundo de Catástrofe que assegura a produtores rurais quando houver perdas na produção por catástrofes climáticas ou ocorrência de doenças e pragas. O fundo de catástrofe é uma antiga reivindicação do setor agrícola. A previsão é que ainda hoje ele seja apresentado no plenário da Câmara dos Deputados.
Aprovada por essa comissão também a proposta de fiscalização e controle nº16, de 1999, que propõe a fiscalização da sede e superintendências federais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), pela Comissão de Agricultura. Foi apresentado um relatório do deputado Luis Carlos Heinze (PP/RS), que mostra um mapeamento da atividade agrícola nos assentamentos rurais.
Segundo Colatto, esse relatório é de extrema importância para a agropecuária brasileira já que apresenta concretamente como estão sendo conduzidos os contratos agrícolas. “Esse documento mostra como foi a renda de nossos produtores. O Brasil precisa saber desses dados, conhecer claramente qual é a população economicamente ativa no campo, para que assim possamos planejar uma ocupação territorial brasileira mais justa. E assim, poder fazer com que o planejamento da agropecuária tome rumos diferentes, com legislação transparente e com dados concretos sobre o cenário da agropecuária atual”, ressaltou.

Assessoria de Imprensa – Deputado Federal Valdir Colatto (PMDB/SC)
Brasília (61) 3215.3610 e 8184-5519 – Suely Frota
Chapecó (49) 3328.1516 e 9121.9200 – Veruska Tasca

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