O vice-presidente da Comissão de Agricultura, Luiz Carlos Setim (DEM/PR), recebeu, ontem, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para debater o impacto do aumento dos preços dos fertilizantes no custo de produção agropecuáriaBrasília, 16/07/08 - Os altos preços dos fertilizantes agrícolas tem sido uma das preocupações dos deputados da Comissão de Agricultura da Câmara Federal. O assunto foi discutido em audiência pública realizada na tarde dessa terça-feira (15).
Para o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a solução do problema dos adubos já não está com ele, mas sim nas mãos do Ministério de Minas e Energia. “O MME, a Petrobras, a DNPM e várias outras instituições podem desempenhar importante papel nessa resolução. Temos que objetivar pesquisas e lavras”, disse o ministro, um dos convidados para debater o assunto no Congresso Nacional.
Stephanes ressaltou que o país tem muito pouco conhecimento sobre suas jazidas minerais e os recursos para investimentos são menores ainda. O Ministro cobrou ação dos órgãos competentes. “Acredito que com capacidade, esforço e decisões políticas corretas, em 5 a 10 anos podemos nos tornar auto-suficientes nos nitrogenados e fosfatados e bem menos dependentes do potássio estrangeiro”, avaliou ele.
Segundo o deputado Antônio Andrade (PMDB/MG), autor do requerimento para realização da audiência, sua iniciativa é justificada perante o comprometimento imediato da próxima safra. “Se o aumento dos fertilizantes se manter, a safra 2008/2009 estará comprometida. O produtor vai se endividar, e ano que vem estaremos de novo discutindo negociamento de dívida rural, ou o preço será repassado ao consumidor de arroz, feijão, carne de porco e carne de frango”, disse.
Já o deputado Leonardo Vilela (PSDB/GO), também autor do requerimento, ressaltou que, além dos preços abusivos cobrados para importação de adubos, o Brasil se encontra numa desagradável situação de vulnerabilidade. “Um país que caminha para ser o maior exportador de alimentos não pode continuar dependendo de alguns poucos países para gerar essa produção. Se algum desses países exportadores criar dificuldades para a exportação, a produção brasileira pára”, disse ele.
A reunião contou ainda com a presença da Secretária de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Mariana Tavares de Araújo; do Secretário Adjunto de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Carlos Nogueira da Costa Júnior; de João César de Freitas Pinheiro, Diretor-Geral Adjunto do Departamento Nacional de Produção Mineral; de Fábio Salles Meirelles, Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); e do Diretor-Executivo da Associação Nacional de Difusão de Adubos (Anda), Eduardo Daher.
Para o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a solução do problema dos adubos já não está com ele, mas sim nas mãos do Ministério de Minas e Energia. “O MME, a Petrobras, a DNPM e várias outras instituições podem desempenhar importante papel nessa resolução. Temos que objetivar pesquisas e lavras”, disse o ministro, um dos convidados para debater o assunto no Congresso Nacional.
Stephanes ressaltou que o país tem muito pouco conhecimento sobre suas jazidas minerais e os recursos para investimentos são menores ainda. O Ministro cobrou ação dos órgãos competentes. “Acredito que com capacidade, esforço e decisões políticas corretas, em 5 a 10 anos podemos nos tornar auto-suficientes nos nitrogenados e fosfatados e bem menos dependentes do potássio estrangeiro”, avaliou ele.
Segundo o deputado Antônio Andrade (PMDB/MG), autor do requerimento para realização da audiência, sua iniciativa é justificada perante o comprometimento imediato da próxima safra. “Se o aumento dos fertilizantes se manter, a safra 2008/2009 estará comprometida. O produtor vai se endividar, e ano que vem estaremos de novo discutindo negociamento de dívida rural, ou o preço será repassado ao consumidor de arroz, feijão, carne de porco e carne de frango”, disse.
Já o deputado Leonardo Vilela (PSDB/GO), também autor do requerimento, ressaltou que, além dos preços abusivos cobrados para importação de adubos, o Brasil se encontra numa desagradável situação de vulnerabilidade. “Um país que caminha para ser o maior exportador de alimentos não pode continuar dependendo de alguns poucos países para gerar essa produção. Se algum desses países exportadores criar dificuldades para a exportação, a produção brasileira pára”, disse ele.
A reunião contou ainda com a presença da Secretária de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Mariana Tavares de Araújo; do Secretário Adjunto de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Carlos Nogueira da Costa Júnior; de João César de Freitas Pinheiro, Diretor-Geral Adjunto do Departamento Nacional de Produção Mineral; de Fábio Salles Meirelles, Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); e do Diretor-Executivo da Associação Nacional de Difusão de Adubos (Anda), Eduardo Daher.
(Rafael Walendorff/Guida Gorga - Capadr - contato: (61- 3216-6402)
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