quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Safra recorde pode não se confirmar, diz Micheletto

Se as condições climáticas forem favoráveis até o final do ciclo das lavouras, a produção paranaense de grãos, safra 2008/2009, poderá bater um novo recorde com uma colheita entre 30,47 e 31,02 milhões de toneladas de grãos, informa a assessoria técnica do deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), com base nos dados divulgados, nesta quarta-feira, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Caso se confirme tal volume, representará um crescimento de 0,1 a 1,9% em comparação com a safra anterior, de 30,44 milhões de toneladas. A área plantada no estado ficará entre 8,67 e 8,81 milhões de hectares, ante os 8,39 de ha plantados na safra anterior.

De acordo com a primeira intenção de plantio da safra de grãos (2008/2009), a área semeada no Brasil crescerá entre 1,2 a 2,7% em relação ao período anterior, ou seja, as lavouras vão ocupar entre 47,9 e 48,6 milhões de hectares. Com essa expansão, a colheita brasileira também poderá bater um novo recorde, isso se confirmado o intervalo superior da projeção da Conab, que estima a próxima safra entre 142,03 a 144,55 milhões de toneladas. A produção anterior foi finalizada em 143,8 milhões de toneladas de grãos. A estatal analisou a interferência do clima sobre as plantações. Na região Sul, a previsão é de chuvas um pouco abaixo da média, mas sem prejuízos significativos para as culturas de inverno e verão.

Falta de crédito - Para o deputado Micheletto, estes números poderiam ser bem mais positivos caso os produtores não estivessem enfrentando, às vésperas de iniciar os plantios, a renegociação das dívidas, dificuldades em obter o financiamento e a alta dos preços dos fertilizantes. “Todos esses fatores contribuíram para a inibição dos produtores e não hesito em afirmar que em muitas regiões os agricultores não estão conseguindo crédito para iniciar suas atividades. Se essa situação perdurar, os números divulgados pela Conab podem não se confirmar, o que será muito ruim para o abastecimento interno e para as exportações brasileiras,” destacou.

Além desses fatores prejudiciais ao agronegócio, os produtores ainda enfrentam esse cenário dantesco resultante dos efeitos do Decreto 6514, que trata das infrações e sanções ao meio ambiente, disse o parlamentar, que é coordenador da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). "Ainda há tempo de se revogar esse decreto diabólico que está aterrorizando o setor produtivo", ressaltou. Ele explicou que a bancada ruralista está empenhada na apresentação de um Projeto de Decreto Legislativo (PDC) "para sustar os efeitos maléficos do Decreto 6514 que engessa o setor produtivo e ameaça a nossa economia".

Informações: Assessoria de Imprensa (61) 3215.5478
Tito Matos (61) 9961.8402 / Naiara Cunha (61) 8134.5134
Visite o site: www.moacirmicheletto.com.br


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