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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Renda agrícola cai 8,4% e perda deve chegar a R$ 13,7 bilhões em 2009

Brasília (9.2.2009) - A estimativa da renda agrícola para este ano aponta queda de 8,4% comparada aos resultados de 2008, sendo que os maiores prejuízos são para o milho, soja e café. Em valores absolutos, a renda deverá ser de R$ 149,6 bilhões, R$ 13,7 bilhões menor que no período anterior (R$ 163,4 bilhões).
O coordenador-geral de Planejamento Estratégico, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Garcia Gasques, assegura que esse resultado reflete dois aspectos: a baixa produção de grãos devido, especialmente, aos problemas climáticos na região Sul e em outros estados, e aos preços mais baixos dos produtos agrícolas. “O efeito destes fatores está fazendo com que a renda do produtor rural sofra forte declínio neste ano”, avalia. Ainda de acordo com Gasques, a estimativa para 2009 está muito próxima ao da renda de 2003, que foi de R$ 148,5 bilhões.
Entre os vinte produtos já analisados, cinco apresentaram aumento de renda em relação ao ano passado. Os maiores incrementos foram no amendoim (31,3%), laranja (13,6%) e arroz (12,7%). Para Gasques, estes resultados se devem à maior produção ou pelo melhor preço, ou, ainda, a combinação dos dois fatores.
Prejuízos - A redução de renda em 2009 acontece principalmente pelo baixo desempenho de importantes lavouras na formação da renda da agricultura. O coordenador do Ministério da Agricultura explica que as baixas ocorridas no café, milho e soja se manifestam com elevada intensidade no resultado total, pois essas três lavouras representam 45,6% do valor da produção agrícola. Milho e soja, isoladamente, respondem por 38,6%. Deste modo, o desempenho dessas lavouras tem efeito insatisfatório na formação da renda. Gasques destaca que a menor renda de milho e soja se deve a problemas climáticos e do café ocorre pelo que se chama de bienalidade - um ano de boa produção vem acompanhado de outro de menor produção -, como é o caso da safra atual.
Os preços foram outro fator responsável pela queda de renda. Os valores vigentes no período de cálculo da renda são menores do que a média dos utilizados para se obter a renda do ano anterior. “Com base nesses dados, a produção menor e os preços mais baixos direcionam a agropecuária brasileira a uma perspectiva, até o momento, não muito animadora”, pondera Gasques.

Informações: www.agricultura.gov.br
imprensa@agricultura.gov.br (61) 3218-2203/2204

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Safra recorde pode não se confirmar, diz Micheletto

Se as condições climáticas forem favoráveis até o final do ciclo das lavouras, a produção paranaense de grãos, safra 2008/2009, poderá bater um novo recorde com uma colheita entre 30,47 e 31,02 milhões de toneladas de grãos, informa a assessoria técnica do deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), com base nos dados divulgados, nesta quarta-feira, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Caso se confirme tal volume, representará um crescimento de 0,1 a 1,9% em comparação com a safra anterior, de 30,44 milhões de toneladas. A área plantada no estado ficará entre 8,67 e 8,81 milhões de hectares, ante os 8,39 de ha plantados na safra anterior.

De acordo com a primeira intenção de plantio da safra de grãos (2008/2009), a área semeada no Brasil crescerá entre 1,2 a 2,7% em relação ao período anterior, ou seja, as lavouras vão ocupar entre 47,9 e 48,6 milhões de hectares. Com essa expansão, a colheita brasileira também poderá bater um novo recorde, isso se confirmado o intervalo superior da projeção da Conab, que estima a próxima safra entre 142,03 a 144,55 milhões de toneladas. A produção anterior foi finalizada em 143,8 milhões de toneladas de grãos. A estatal analisou a interferência do clima sobre as plantações. Na região Sul, a previsão é de chuvas um pouco abaixo da média, mas sem prejuízos significativos para as culturas de inverno e verão.

Falta de crédito - Para o deputado Micheletto, estes números poderiam ser bem mais positivos caso os produtores não estivessem enfrentando, às vésperas de iniciar os plantios, a renegociação das dívidas, dificuldades em obter o financiamento e a alta dos preços dos fertilizantes. “Todos esses fatores contribuíram para a inibição dos produtores e não hesito em afirmar que em muitas regiões os agricultores não estão conseguindo crédito para iniciar suas atividades. Se essa situação perdurar, os números divulgados pela Conab podem não se confirmar, o que será muito ruim para o abastecimento interno e para as exportações brasileiras,” destacou.

Além desses fatores prejudiciais ao agronegócio, os produtores ainda enfrentam esse cenário dantesco resultante dos efeitos do Decreto 6514, que trata das infrações e sanções ao meio ambiente, disse o parlamentar, que é coordenador da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). "Ainda há tempo de se revogar esse decreto diabólico que está aterrorizando o setor produtivo", ressaltou. Ele explicou que a bancada ruralista está empenhada na apresentação de um Projeto de Decreto Legislativo (PDC) "para sustar os efeitos maléficos do Decreto 6514 que engessa o setor produtivo e ameaça a nossa economia".

Informações: Assessoria de Imprensa (61) 3215.5478
Tito Matos (61) 9961.8402 / Naiara Cunha (61) 8134.5134
Visite o site: www.moacirmicheletto.com.br


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Parlamentar cobra liberação de recursos para custeio da safra de verão

Brasília, 8 de outubro de 2008 - Em reunião nesta terça-feira (7), com o vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Luis Carlos Guedes Pinto e com o diretor de agronegócios da instituição, José Carlos Vaz, o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) reclamou da pressão dos bancos sobre os produtores e solicitou agilização na liberação dos financiamentos para custear a safra deste ano.
O parlamentar gaúcho advertiu aos dirigentes bancários que os agricultores que têm dívidas de custeios alongados estão sendo pressionados a pagarem para obterem crédito. “Não só no Rio Grande do Sul, mas em todo o Brasil, quem se beneficia das normas de renegociação das dívidas agrícolas está sendo sacrificado pelos gerentes e fica impossibilitado de retirar empréstimo para plantar suas lavouras”, expôs.
Heinze definiu o procedimento como absurdo. “Como que o produtor vai adiantar o pagamento de parcelas se não tem nem dinheiro para plantar a atual safra?”, questionou. Como proposta para desburocratizar a liberação de financiamentos, o deputado propôs que seja retirada a obrigatoriedade do agente financeiro analisar a classificação de risco, conforme estabelece a resolução 2.682, de 21 de dezembro de 1999.
O parlamentar deve se encontrar ainda hoje com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para propor modificações nas resoluções do Banco Central.

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