A deputada Jusmari Oliveira (PR/BA) cobrou tratamento isonômico do Governo Federal na aplicação políticas agrícolas de incentivo à produção e à comercialização no Oeste Baiano. Ela disse que o déficit de oferta existente na região é resultado dos poucos benefícios oferecidos aos agricultores, principalmente em relação ao preço mínimo do milho, muito inferior ao de outras regiões do Brasil. Ela pediu que o governo atenda de forma igualitária todos os produtores do País.
A parlamentar recebeu a garantia de que o preço mínimo do milho terá aumento de 35% em 2009. A notícia foi dada pelo superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Carlos Eduardo Cruz Tavares, em audiência pública realizada pela Comissão de Agricultura da Câmara Federal na manhã desta quinta-feira, 20. A deputada ressaltou o potencial produtivo da região e afirmou que a mudança é muito importante. “O aumento atende um pleito antigo dos produtores do Oeste baiano e com certeza vai melhorar circunstancialmente a situação deles e cria a possibilidade de aumentar a produção de milho. Temos capacidade, vontade e necessidade de produzir milho”.
Carlos Eduardo disse que a intenção do aumento é regionalizar a produção, o que pode reduz custos com transporte e atender a demanda local. "Nos locais onde há consumo, queremos reduzir a dependência da infra-estrutura nacional". O superintendente informou que o governo também está providenciando a construção de um armazém para estocar a produção que comprará do oeste da Bahia, de forma a favorecer a distribuição no Nordeste.
Luis Carlos Heinze (PP/RS) defendeu que é hora de também bater em outra tecla com o governo: a questão do orçamento. O deputado afirmou que, apesar dos aumentos, a agricultura não tem como resistir à falta de recursos. “Os custos de produção estão muito caros, com adubos e diesel, por exemplo, e o produtor não está recebendo. Temos que trabalhar até o último dia de dezembro para garantir o máximo de recursos para plantar”, ressaltou.
Além de recursos para plantio e instrumentos de garantia de preços, o governo também precisa de políticas preventivas. Essa é a opinião do deputado Homero Pereira (PR/MT), que indagou a existência de medidas pró-ativas do Poder Executivo. “Temos que ter ações preventivas para tentar levar um pouco de esperança para os agricultores e não agir de última hora com medidas atabalhoadas”. O parlamentar afirmou que, visto o cenário atual, o País necessita de governança e da criação de políticas de armazenagem da produção e de segurança alimentar.
(Texto: Rafael Walendorff/Edição: Guida Gorga/Capadr)
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