sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Isenção da TEC de importação do trigo vai desestimular plantio no Brasil, avalia deputado

Brasília, 20 de fevereiro de 2009 - As notícias da semana de que os Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior estudam zerar novamente a Tarifa Externa Comum (TEC) sobre a importação de trigo dos EUA e do Canadá não agradaram nenhum pouco os líderes da bancada do agronegócio no Congresso Nacional. Ao tomar conhecimento do assunto o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) manifestou sua contrariedade com a adoção da medida. Segundo o parlamentar gaúcho, ao invés de facilitar a entrada do cereal americano e de outros países no Brasil o governo deve incentivar a produção nacional, que começa a ser cultivada nas próximas semanas.
Heinze ressalta ainda que a possível retirada da taxa de 10% sobre as importações de trigo dos países de fora do Mercosul vai desestimular o plantio da cultura em território brasileiro. “Se o governo pretende garantir o abastecimento do mercado não adianta tomar medidas paliativas e ficar a mercê do que é produzido na Argentina. É muito mais vantajoso valorizar o produtor brasileiro e dar condições para que ele aumente sua produtividade”, evidencia.
Heinze lembra que ano passado, quando TEC foi zerada, as indústrias se abasteceram do trigo importado e na hora da colheita no Brasil não compraram o produto nacional. “Se a pressão das indústrias for acatada pelo governo o produtor vai pagar a conta novamente. Vai acontecer como em 2008, importações do produto em excesso agora e depois saturação do mercado brasileiro e preços baixos”, enfatiza.
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