Brasília, 16/03- Deputados e senadores vão participam de hoje até domingo (22), do 5º Fórum Mundial da Água, em Istambul (Turquia). Realizado a cada três anos por uma organização não governamental (ONG) francesa - a World Water Council (WWC) -, o fórum vai debater, entre outros temas, alternativas para convivência com secas e inundações, gestão de bacias e os efeitos do aquecimento global sobre os recursos hídricos.
O objetivo do encontro é o intercâmbio de experiências na área ambiental entre os países participantes, especialmente na área de governança. O deputado Paulo Piau (PMDB-MG), um dos representantes do Congresso no evento, explica que o encontro permitirá uma avaliação da posição brasileira no cenário internacional. O deputado enfatiza que o Brasil concentra a maior bacia hidrográfica (Amazonas) e 12% da água doce do planeta.
“Por causa da Amazônia, há uma pressão maior sobre o País. Temos uma grande responsabilidade nesse debate", afirma Piau, lembrando que a legislação sobre gestão de águas do País é moderna, mas precisa ser colocada em prática. Ele citou como exemplo os comitês de bacias hidrográficas, que estão sendo implantados de forma lenta. A gestão dos recursos hídricos é hoje regulada pelas leis 9.433/97, 9.984/00 e 10.881/04.
Investimento
A mesma opinião é compartilhada pelo deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), outro representante do Congresso no fórum. Segundo ele, as leis brasileiras já contemplam os elementos fundamentais para a gestão eficiente das águas, como a criação de comitês nos estados e a cobrança de multa pelo mau uso da água. "Falta a efetiva aplicação delas", avalia.
Thame também defende investimentos em saneamento básico. "Dados do Ministério da Saúde mostram que mais da metade dos leitos dos hospitais brasileiros são ocupados por pessoas que contraíram doenças transmitidas pela água. Acreditamos que a melhor forma de investir em saúde é fazer prevenção, é investir em saneamento", diz o deputado.
Thame defendeu ainda a adoção de "uma governança mundial" para a gestão dos recursos hídricos, com o objetivo de definir regras comuns para todos os países.
Comitiva
O Congresso será representado 14 parlamentares (nove deputados e cinco senadores). Além de Paulo Piau e Mendes Thame, a comitiva da Câmara será integrada pelos deputados Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), Arnaldo Jardim (PPS-SP), Jorge Khoury (DEM-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Germano Bonow (DEM-RS), Leandro Sampaio (PPS-RJ) e Roberto Rocha (PSDB-MA), atual presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
Pelo Senado vão Renato Casagrande (PSB-ES), Marisa Serrano (PSDB-MS), Leomar Quintanilha (PMDB-TO), César Borges (PR-BA) e Fátima Cleide (PT-RO). A delegação brasileira também incluirá integrantes da Agência Nacional de Águas (ANA).
fonte: Agência Câmara.
O objetivo do encontro é o intercâmbio de experiências na área ambiental entre os países participantes, especialmente na área de governança. O deputado Paulo Piau (PMDB-MG), um dos representantes do Congresso no evento, explica que o encontro permitirá uma avaliação da posição brasileira no cenário internacional. O deputado enfatiza que o Brasil concentra a maior bacia hidrográfica (Amazonas) e 12% da água doce do planeta.
“Por causa da Amazônia, há uma pressão maior sobre o País. Temos uma grande responsabilidade nesse debate", afirma Piau, lembrando que a legislação sobre gestão de águas do País é moderna, mas precisa ser colocada em prática. Ele citou como exemplo os comitês de bacias hidrográficas, que estão sendo implantados de forma lenta. A gestão dos recursos hídricos é hoje regulada pelas leis 9.433/97, 9.984/00 e 10.881/04.
Investimento
A mesma opinião é compartilhada pelo deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), outro representante do Congresso no fórum. Segundo ele, as leis brasileiras já contemplam os elementos fundamentais para a gestão eficiente das águas, como a criação de comitês nos estados e a cobrança de multa pelo mau uso da água. "Falta a efetiva aplicação delas", avalia.
Thame também defende investimentos em saneamento básico. "Dados do Ministério da Saúde mostram que mais da metade dos leitos dos hospitais brasileiros são ocupados por pessoas que contraíram doenças transmitidas pela água. Acreditamos que a melhor forma de investir em saúde é fazer prevenção, é investir em saneamento", diz o deputado.
Thame defendeu ainda a adoção de "uma governança mundial" para a gestão dos recursos hídricos, com o objetivo de definir regras comuns para todos os países.
Comitiva
O Congresso será representado 14 parlamentares (nove deputados e cinco senadores). Além de Paulo Piau e Mendes Thame, a comitiva da Câmara será integrada pelos deputados Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), Arnaldo Jardim (PPS-SP), Jorge Khoury (DEM-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Germano Bonow (DEM-RS), Leandro Sampaio (PPS-RJ) e Roberto Rocha (PSDB-MA), atual presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
Pelo Senado vão Renato Casagrande (PSB-ES), Marisa Serrano (PSDB-MS), Leomar Quintanilha (PMDB-TO), César Borges (PR-BA) e Fátima Cleide (PT-RO). A delegação brasileira também incluirá integrantes da Agência Nacional de Águas (ANA).
fonte: Agência Câmara.
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