terça-feira, 9 de junho de 2009

Brasil pode trocar carne e soja por fertilizantes

O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara Federal (Capadr), deputado Fábio Souto (DEM/BA), recebeu na tarde desta terça-feira, 9, a visita de uma comitiva de 12 parlamentares da Indonésia, liderada pelo embaixador daquele país no Brasil, Bali Moniaga. A reunião serviu para estreitar os laços entre as duas nações e tentar criar uma linha de intercâmbio de produtos brasileiros e asiáticos. O vice-presidente da Capadr, deputado Luis Carlos Heinze (PP/RS), e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Valdir Colatto (PMDB/SC), também compareceram ao encontro.
Fábio Souto apresentou dados sobre a produção de carne e soja brasileira e destacou o interesse em fertilizantes, já que o Brasil importa cerca de 60% dos produtos usados para fabricação de adubos. Por outro lado, os asiáticos informaram que precisam de 3,5 milhões de toneladas de soja por ano e produzem apenas 600 mil toneladas do grão. O interesse também se expande para o setor de carne bovina, já que a Indonésia possui apenas dois milhões de cabeças de gado em todo o território e tem uma necessidade doméstica de 700 mil por ano. Quanto aos fertilizantes, o país é um dos maiores produtores de minerais do mundo.
"Existe o interesse mútuo. Precisamos trabalhar para encontrar uma forma de oficializar essa relação. O Brasil é o maior exportador de carne do mundo e um dos maiores produtores de soja também. Temos plena capacidade de atender a demanda da Indonésia", ressaltou Souto. O parlamentar lembrou também que o rebanho brasileiro, que hoje é de 180 milhões de cabeças, pode aumentar em 70% com a aplicação de novas tecnologias, e ressaltou que é uma produção ecológica, já que a maioria absoluta é de criação em pastagens e não em confinamento.
A possibilidade de importar fertilizantes em um sistema de intercâmbio compensatório para o Brasil anima Fábio Souto. De acordo com o deputado, o monopólio existente no País de poucas multinacionais que comandam o mercado dos adubos pode ter fim com a parceria. "Pode ser um grande negócio. É preciso agora realizar um trabalho entre os dois governos para oficializar o negócio o quanto antes", destacou.
Assessoria de Imprensa
Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados
Rafael Walendorff
061 3216.6402

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