quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Souto cobra apoio à agricultura baiana

Cacauicultura, fruticultura e carcinicultura estão em crise no Estado

O deputado Fábio Souto (DEM/BA), presidente da Comissão de Agricultura da Câmara Federal, voltou a cobrar medidas do governo para alavancar a atividade agrícola na Bahia. Segundo o parlamentar, três importantes segmentos da economia baiana enfrentam severa crise e estão esquecidos pelas autoridades estaduais e federais: cacauicultura, fruticultura e carcinicultura. Instabilidade, perda de renda, desemprego e paralisia dos comércios são problemas causados pela ineficiência do Poder Executivo destacados por ele.
Em discurso no Plenário da Câmara nessa terça-feira, 1º, Souto afirmou que o descaso dos governos Federal e Estadual com a agricultura na Bahia gera uma situação insustentável. “Os cacauicultores, que passam por dificuldades há 20 anos, foram iludidos pelo anúncio do PAC do Cacau que, além de excluir quase 15 mil produtores dos refinanciamentos prometidos, não obteve nenhum resultado em mais de dois anos”, destacou. Já a fruticultura, que faturou em 2008 mais de US$ 500 mi, foi afetada pela crise financeira mundial e não recebeu ajuda governamental. A receita caiu drasticamente, alcançando rendimento de apenas US$ 200 mi este ano, segundo o deputado.
“O cultivo de frutas no Vale do São Francisco gerava 240 mil empregos, mas pelo menos 40 mil trabalhadores – 10 mil fixos e 30 mil temporários – já perderam suas vagas. Também estão em apuros os produtores de laranjas do Recôncavo e do litoral norte, prejudicados pelo fechamento das fábricas de suco, que absorviam quase toda a safra. Em nenhum desses casos se viu, até agora, uma iniciativa concreta dos governos federal e estadual para restabelecer e apoiar a atividade econômica nas regiões atingidas”, alertou.
A retração enfrentada pelos criadores de camarão há seis anos também foi destaque na fala de Souto. Ele criticou a falta de ações efetivas para o controle da queda das exportações (mais de 80% nos últimos anos), impulsionada pela elevação dos custos de produção, restrições estrangeiras, aumento da concorrência internacional e pressões por problemas ambientais.
“O que se vê hoje na Bahia é o surgimento de mais e mais obstáculos a quem deseja trabalhar, produzir, gerar emprego e renda. Esses homens e mulheres que, apesar de tudo, persistem nessas atividades merecem respeito. Nossos governantes precisam agir de forma rápida e consistente para apoiá-los”, ponderou.

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