Produtor brasileiro terá que reduzir a produção para suportar a crise
Brasília, 31/03/09 - Caso o Governo não crie programas para subsidiar a produção agrícola e garantir sustentabilidade e renda ao agricultor, o Brasil vai precisar plantar e produzir menos. O quadro crescente de inadimplência do setor agropecuário, a queda das importações e a falta de crédito são fatores que podem levar à necessidade de frear a produção. Tudo isso é impacto da crise financeira internacional, foco dos estudos da Comissão Especial da Câmara dos Deputados para discutir os efeitos da Crise na Agricultura, reunida na tarde de terça-feira, 31.
A Comissão ouviu o professor da Universidade de São Paulo e orientador da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Guilherme Dias. Para ele, “agora é que a crise vai chegar na agricultura”. Como os países europeus e os Estados Unidos diminuíram as importações do Brasil e aumentaram as próprias exportações, numa tentativa de fuga dos efeitos da crise, este será um ano para o Brasil produzir menos, segundo Dias. “Não faz sentido querer quebrar recorde de produção. Se dará bem quem optar por produtos como arroz, feijão e mandioca”, ressaltou, fazendo referência aos alimentos presentes mais comumente na mesa dos brasileiros de baixa renda.
Ainda segundo as exposições, os Estados Unidos devem ficar abalados até 2012, quando a economia mundial deve retomar uma crescente positiva. Para o deputado Abelardo Lupion (DEM/PR), relator da Comissão, agora é hora de buscar um antídoto para que a agricultura possa se sustentar nesses três anos. Luis Carlos Heinze (PP/RS) afirmou que é preciso saber de que forma conseguir crédito para capital de giro que é essencial, segundo ele, nessa situação.
Os parlamentares ressaltaram a necessidade de criar formas de pressionar o Executivo para que dê recursos e garantias para a agricultura brasileira, assim como fazem – e fizeram recentemente – os norte-americanos e os europeus, podendo assim amenizar os prejuízos.
A Comissão continua os trabalhos de avaliação dos efeitos da crise sobre a agricultura amanhã, 1/04, em audiência pública com José Roberto Afonso, assessor técnico da Comissão de Crise do Senado Federal e economista no BNDES, às 14h30, no plenário 4.
(fonte: Capadr/redação: Rafael Walendorff /Guida Gorga)
A Comissão ouviu o professor da Universidade de São Paulo e orientador da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Guilherme Dias. Para ele, “agora é que a crise vai chegar na agricultura”. Como os países europeus e os Estados Unidos diminuíram as importações do Brasil e aumentaram as próprias exportações, numa tentativa de fuga dos efeitos da crise, este será um ano para o Brasil produzir menos, segundo Dias. “Não faz sentido querer quebrar recorde de produção. Se dará bem quem optar por produtos como arroz, feijão e mandioca”, ressaltou, fazendo referência aos alimentos presentes mais comumente na mesa dos brasileiros de baixa renda.
Ainda segundo as exposições, os Estados Unidos devem ficar abalados até 2012, quando a economia mundial deve retomar uma crescente positiva. Para o deputado Abelardo Lupion (DEM/PR), relator da Comissão, agora é hora de buscar um antídoto para que a agricultura possa se sustentar nesses três anos. Luis Carlos Heinze (PP/RS) afirmou que é preciso saber de que forma conseguir crédito para capital de giro que é essencial, segundo ele, nessa situação.
Os parlamentares ressaltaram a necessidade de criar formas de pressionar o Executivo para que dê recursos e garantias para a agricultura brasileira, assim como fazem – e fizeram recentemente – os norte-americanos e os europeus, podendo assim amenizar os prejuízos.
A Comissão continua os trabalhos de avaliação dos efeitos da crise sobre a agricultura amanhã, 1/04, em audiência pública com José Roberto Afonso, assessor técnico da Comissão de Crise do Senado Federal e economista no BNDES, às 14h30, no plenário 4.
(fonte: Capadr/redação: Rafael Walendorff /Guida Gorga)
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