quinta-feira, 30 de julho de 2009
Estiagem: CMN amplia prazo para homologação de decretos
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Garantias adicionais para dívidas antigas podem ser reduzidas
Para Goellner, os bancos que operam com crédito agrícola para custeio de safra e recursos do BNDES para investimentos em maquinário e armazenagem estabeleceram exigências de garantias muito altas para que o produtor possa, além de renegociar os débitos pendentes, também se credenciar para a próxima safra agrícola. “Estamos prestes a iniciar uma nova safra e boa parte dos produtores não conseguirá recursos a juros subsidiados porque todo o seu patrimônio não basta para garantir a renegociação. Além disso, os bancos estão reclassificando o risco da operação renegociada para baixo, o que deixa o agricultor em uma situação bastante vulnerável, impactando no volume de recursos que ele pode buscar”, explicou o senador.
A diretoria do Banco Central, entidade responsável pela emissão de resoluções juntamente com o Conselho Monetário Nacional (CMN), compreende que existem exigências que os bancos cobram dos produtores, além das estabelecidas pelo órgão regulador. Segundo informou Gustavo Vale, na safra passada, os bancos deixaram de repassar ao setor agrícola cerca de R$ 2 bilhões.
O consultor do BACEN, Cornélio Farias Pimentel, destacou que, por vezes, a percepção de risco está inadequada. Entretanto, disse que mesmo que a classificação seja alterada, o risco para a instituição financeira continua o mesmo.
O diretor de Fiscalização, Alvir Hoffmann, sugeriu que seja solicitado que Banco do Brasil, que detém a maior carteira de recursos do Crédito Rural, apresente um relatório detalhado da renegociação, com as exigências de garantias e classificações de risco das operações de renegociação para que o Banco Central possa ter conhecimento dos problemas. Ele sugeriu que o Banco do Brasil faça uma “releitura da análise de risco do setor agrícola”.
O senador Gilberto destacou, na reunião, que o “mundo clama por maior produção de alimentos e o Brasil enfrenta duas secas: de chuvas na região Sul e a de crédito no Centro-Oeste”.
O senador questionou os executivos sobre o quanto custa para o governo federal prorrogar as dívidas agrícolas. Ele destaca que é preciso uma solução melhor do que apenas protelar pagamentos diante das sucessivas crises do setor. Para Goellner, a ausência de uma política agrícola de longo prazo que priorize a renda agrícola tem comprometido todo o esforço do setor de produzir. “Ano a ano, estamos discutindo os mesmos problemas!” desabafou o parlamentar.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
FRA: Decreto defnie estatuto do Fundo Garantidor de Financiamento
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Securitização adimplente deve ser paga até dia 31, alerta Heinze
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Heinze volta a cobrar mudanças na resolução que aumenta o risco e restringe o crédito
Heinze explica que a restrição está amparada na resolução 2.682, de 21 de dezembro de 1999. “Hoje, ao prorrogar sua dívida, o risco do mutuário aumenta e ele fica impedido de retirar empréstimo para custear a safra”, afirma. Segundo o parlamentar 215.696 operações de custeios alongados das safras 2003 a 2006, estão nessa situação. Isso corresponde a R$10,51 bilhões. No Rio Grande do Sul esse volume chega a R$ 1,90 bilhão.
Para resolver esse entrave o deputado sustenta que a operacionalização das prorrogações de custeios deve ser baseada na resolução 3.499, de 27 de setembro de 2007, que autoriza os bancos a reavaliarem o risco dos produtores.
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terça-feira, 27 de maio de 2008
Setor rural quer melhorar MP do endividamento no Congresso
Comissão ainda cautelosa com as medidas
Brasília, 27/05/08 - Mesmos conhecendo profundamente o teor da negociação feita em mais de um ano e que foi consolidada por meio da Medida Provisória e de algumas resoluções que ainda serão publicadas pelo Banco Central, a Bancada da Agricultura foi cautelosa em comentar o assunto. Ao final do encontro, parlamentares disseram que há espaço para melhorias de alguns pontos da negociação no Congresso Nacional, por meio de emendas. "Pontos que podem ser melhorados são os prazos, as taxas de juros e o percentual de bônus para quitação antecipada", dizem os parlamentares.
Na solenidade, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Agricultura, Reinhold Stephanes e do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, apresentaram os pontos mais amplos da proposta, destacando o ganho para o País, mas não explicaram os detalhes da Medida.
Mantega disse que é preciso reintegrar à atividade produtiva cerca de 2,8 milhões de produtores rurais que ficaram - ao longo do tempo - à margem do crédito rural por conta do passivo que carregam. "Eles ficaram para trás", declarou o ministro.
Para Stephanes, os três atos anunciados hoje, representam pontos importantes da agenda ministerial para a agricultura. "Juntamente com a reestruturação do passivo agrícola, com o lançamento do Projeto de Lei que cria o Fundo de Catástrofe, e o decreto que cria a carreira de Adido Agrícola, também são ações estratégicas do governo, investimentos macicos na defesa sanitária e na pesquisa agropecuária. Para este último foi destinado - há menos de um mês, R$ 1 bilhão através do PAC da Embrapa", ressaltou o ministro. Ele lembrou, ainda, dos recursos destinados à recuperação da lavoura cacaueira, cerca de R$ 2 bilhões de reais.
De acordo com o deputado Homero Pereira (PR-MT), apesar de haver um avanço nas propostas do Governo ao problema, se as medidas não forem aperfeiçoadas muitos produtores não serão contemplados.
“Após a apresentação da Medida Provisória, cabe aos parlamentares agora melhorar o texto a fim de que a maioria dos produtores seja beneficiada. Não podemos deixar de produzir, sobretudo neste momento de oportunidades para o agronegócio brasileiro nos mercados nacional e internacional. O que o governo irá conceder de benefício ao agricultor retornar seguramente à economia brasileira”, frisou Pereira.
O pacote de medidas anunciado pelo presidente Lula engloba um montante de R$ 75 bilhões, sendo que R$ 9 bilhões deverão se revertidos em ganhos de renda aos produtores por meio de bônus de adimplência e para liqüidação total da dívida. O impacto fiscal será apenas de R$ 1,2 bilhão em função de que parte do endividamento trata-se de operações já lançadas como prejuízo ao Tesouro.
Pereira ressalta que alguns pontos precisarão ser incorporados e alterados na proposição do Executivo, como prazos, juros e bônus nos casos de Custeio e Investimentos das últimas safras. “O produtor precisa de prazo maior para pagar parcelas menores. Além disso, precisamos rever os juros que continuam muito altos para um setor considerado estratégico e de segurança ao país”, defendeu.
Homero destaca que foi o próprio ministro Mantega quem disse que a crise de alimentos atualmente é uma oportunidade e um desafio para a produção nacional ocupar espaços no mundo. “Brasil pode ajudar a suprir a falta de alimentos hoje no planeta”, disse.
Ações - Conforme a proposição apresentada, as principais ações tratadas serão redução dos encargos de inadimplento; concessão de prazo adicional para pagamento; redução de taxas de juros das operações de custeios prorrogados, de crédito fundiário e de alguns programas de investimento. No caso dos custeios prorrogados (safras 03/04, 04/05 e 05/06) as taxas de juros variam entre 8,75% a 18%. E para o investimento rural taxa mínima 8,75% e máxima de 10,75% para o programa Prodecoop e usa o TJLP mais 4 ou 3 pontos percentuais ao ano, dependendo da operação.
Algumas das medidas entram em vigor imediatamente à publicação da MP. Já outras dependerão de resoluções do Conselho Monetário Nacional (deve se reunir nesta semana para analisá-las), portarias interministeriais da Fazenda e Integração (Fundos Constitucionais), portarias de equalização da Fazenda e de revisão de contratos entre o Tesouro Nacional e os Agentes Financeiros.
Autor: Joana Dantas/Edição: Guida Gorga/Capadr)
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Mais uma semana sem resposta para o endividamento rural
“Esperávamos a MP hoje (20.05) e a sua publicação amanhã (21.05), como nos assegurou o ministros da Agricultura Reinhold Stephanes. Porém, mais uma vez fomos frustrados com a decisão de adiar um problema que se arrasta há meses sem uma definição. Enquanto isso, produtores rurais estão sendo executados e suas dívidas sendo remetidas à Dívida Ativa da União, elevando ainda mais a conta de que não tem como pagar nem o valor bruto do empréstimo”, lamentou o deputado federal Homero Pereira, também presidente da Comissão do Endividamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e coordenador da Frente Parlamentar da Agropecuária.
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, já assegurou que a medida provisória englobará cerca de 90% do total estimado em R$ 87 bilhões."Vai renegociar praticamente tudo. Isso já foi transformado em medida provisória, estamos levando quase 30 dias para deixá-la em condições de assinatura porque tem tudo o que aconteceu em 30 anos nessa dívida", afirmou Stephanes em entrevista na imprensa nacional.
A renegociação do endividamento rural pode aliviar dificuldades financeiras de milhares de produtores, principalmente na área de grãos, setor mais impactado com alta dos insumos, desvalorização do dólar e clima, fatores somados elevaram a crise no segmento.
Autor: Joana DantasFonte: Assessoria de Imprensa dep. Homero(61) 9177-4097/ (61) 3215-1960
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Dívidas rurais: municípios em situação de emergência são beneficiados
Brasília, 19 de maio de 2008 - Entre o mês de abril e maio, a Secretaria Nacional de Defesa Civil, ligada ao Ministério da Integração Nacional, reconheceu a situação de emergência de dez municípios do Rio Grande do Sul que sofreram prejuízos com a estiagem em 2008. Com isso, o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) explica que todos os produtores rurais dessas localidades tiveram suas dívidas de investimentos, que venceram ou vencem entre 2 de janeiro a 30 de setembro, prorrogadas até 1º de outubro, conforme estabeleceu a resolução 3.563 do Conselho Monetário Nacional (CMN).
Heinze chama atenção para o artigo 2º da norma, publicada pelo Banco Central do Brasil no último dia 24 de abril. Ele explica que o pagamento das operações contratadas por mutuários que sofreram prejuízos na safra 2007/08, em virtude de enchente ou seca, reconhecidos pelo governo federal, será alongado mediante formalização de aditivo. "Agora cabe aos bancos conceder prazo adicional para as parcelas de investimentos. As dívidas de custeios, com vencimento entre 2 de janeiro a 30 de junho de 2008, desde que os produtores não tenham contratado o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), serão adiadas para 1º de junho", ressalta.
O parlamentar enumera que até o momento o governo reconheceu os decretos dos municípios de Alegria, Boa Vista das Missões, Braga, Cerro Grande, Cristal do Sul, Novo Tiradentes, Paim Filho, Pinhal, Rodeio Bonito e São Borja. "Vamos continuar cobrando do Ministério da Integração Nacional, para que a situação de emergência de outras cidades do estado que sofreram com as intempéries, seja reconhecida pelo governo o mais rápido possível", destaca Heinze.
Em análise estão os processos dos municípios de Alecrim, Barra do Guarita, Bom Progresso, Cacequi, Cândido Godói, Carlos Gomes, Caxias do Sul, Centenário, Chuvisca, Coronel Bicaco, Crissiumal, Derrubadas, Dois Irmãos das Missões, Engenho Velho, Erechim, Erval Seco, Esperança do Sul, Espumoso, Giruá, Humaitá, Itapuca, Jaboticaba, Jacuizinho, Jaguari, Liberato Salzano, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Maximiliano de Almeida, Miraguaí, Nova Candelária, Novo Machado, Palmitinho, Pinheirinho do Vale, Ponte Preta, Porto Mauá, Quinze de Novembro, Redentora, Salto do Jacuí, Salvados das Missões, São João da Urtiga, São Paulo das Missões, Seberi, Senador Salgado Filho, Taquaruçu do Sul, Tenente Portela, Tiradentes do Sul, Tucunduva, Unistalda, Viadutos, Vila Nova do Sul, Vista Alegre, Vista Gaúcha.
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